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Atualizado em: 31/05/2019 10:40:54

Diretor-geral de Itaipu indicado por Bolsonaro transfere namorada de Lula de Curitiba para cidade a 630 km de distância

A mudança pode atrapalhar as visitas frequentes de Rosângela a Lula, que está preso na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba, desde abril do ano passado.

Por: Banda B

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Crédito da imagem: Divulgação

O namoro foi revelado no sábado (18) pelo ex-ministro Luiz Carlos Bresser Pereira.

A socióloga Rosângela da Silva, namorada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, terá que trocar Curitiba por Foz do Iguaçu, a 630 km da capital, se quiser continuar trabalhando na Itaipu Binacional. A determinação é do diretor-geral brasileiro da usina, Joaquim Silva e Luna, que foi indicado ao cargo em fevereiro pelo atual presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Rosângela e os cerca de 150 funcionários da empresa que estão lotados na capital paranaense serão transferidos para o centro de comando brasileiro da usina, em Foz do Iguaçu, no oeste do estado, em um processo que deve ocorrer de julho deste ano a 31 de janeiro de 2020.

Segundo a assessoria da empresa, a medida, anunciada na semana passada, tem como objetivo otimizar recursos. Itaipu desembolsa mensalmente R$ 208 mil com o escritório alugado em Curitiba. Apesar de os empregados serem contratados via CLT, o que impediria a remoção, por causa do Tratado de Itaipu, que tem natureza jurídica própria, a usina deve seguir as diretrizes de empresa pública, o que justificaria o corte de gastos. Segundo a assessoria, o impacto para os funcionários será mínimo.

A mudança pode atrapalhar as visitas frequentes de Rosângela a Lula, que está preso na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba, desde abril do ano passado.

O namoro foi revelado no sábado (18) pelo ex-ministro Luiz Carlos Bresser Pereira, em uma postagem em uma rede social. “Está apaixonado e seu primeiro projeto ao sair da prisão é se casar”, disse.

Rosângela, mais conhecida pelo apelido de Janja é presença constante na chamada Vigília Lula Livre, montada em frente à PF, segundo o presidente do PT do Paraná, Dr. Rosinha.

Em vídeo gravado no local durante os protestos de um ano da prisão do político, no mês passado, ela aparece cantando a música “Apesar de Você”, de Chico Buarque, com uma banda formada somente por mulheres.

Rosinha conta que conhece a socióloga de movimentos sociais desde a década de 1980 e a descreve como uma pessoa “simpática, agradável, de bom papo”. “Era uma pessoa de muita luta por nossos direitos”, afirma sobre a época.
Lula é viúvo há pouco mais de dois anos. A ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva morreu em fevereiro de 2017, aos 66 anos.

Em entrevista concedida à Folha de S.Paulo, em abril, o ex-presidente chegou a dizer que adoraria estar em casa com sua mulher, filhos, netos e companheiros.

CARREIRA
Rosangela é empregada da Itaipu há 14 anos e recebe salário mensal de R$ 17,5 mil atuando na área de responsabilidade social, em ações de voluntariado empresarial e de equidade de gênero. Ela entrou para o quadro de funcionários em 2005, sem processo seletivo, já que apenas no final daquele ano foi publicado o primeiro edital para contratações via concurso.

Segundo colegas que trabalharam com a socióloga na Usina Hidrelétrica Barra Grande (Baesa), em Anita Garibaldi (SC), onde ela atuou no remanejamento populacional dos atingidos de 2001 a 2003, Rosângela sempre esteve envolvida em movimentos sociais e obteve o cargo em Itaipu depois que Lula assumiu a Presidência, em 2003.

Logo no início do governo, Lula indicou o petista Jorge Samek ao cargo de diretor-geral da empresa. Ele permaneceu na função até 2017. A atual presidente do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann, também foi diretora financeira da usina de 2003 a 2006.

Em junho de 2012, Rosângela foi cedida para a Eletrobras, no Rio de Janeiro, onde atuou como na comissão de sustentabilidade da empresa. Ela retornou para a Itaipu, em Curitiba, em fevereiro de 2017.

Em Curitiba há pouco mais de um ano, Lula vive isolado num espaço de 15 metros quadrados no quarto andar da Superintendência da PF.

O dormitório, antes usado por policiais em viagem, não tem grades e se resume a banheiro, armário, mesa com quatro cadeiras, esteira ergométrica e um aparelho de TV com entrada USB e que só sintoniza canais abertos.


 






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